Xangai foi um dos destinos dos judeus perseguidos pelo nazismo

Quando no fim dos anos 1930 cada vez mais judeus alemães e austríacos tentavam escapar das perseguições nazistas, restavam poucos lugares no mundo dispostos a acolhê-los. Um deles era Xangai. Os países vizinhos na Europa haviam declarado a suspensão de vistos e os Estados Unidos haviam limitado as cotas de entrada no país a 25 mil pessoas por ano. Mesmo outras nações tradicionalmente de imigração, como Austrália e Nova Zelândia, estavam recebendo pouquíssimos refugiados. Para os judeus que viviam sob o regime nazista do então chamado Terceiro Reich, que na época também englobava a Áustria, era praticamente impossível emigrar. Um dos últimos destinos dos judeus em fuga, Xangai, era tradicionalmente uma cidade aberta. Desde a Guerra do Ópio, no século 19, partes da cidade estavam submetidas às potências coloniais: havia uma parte francesa e uma área internacional, formada pelos setores britânico e norte-americano, administrada por comerciantes locais. Qualquer um podia desembarcar ali e se estabelecer (Por Mathias Bölinger, Deutsche Welle). A Deutsche Welle publicou uma série de matérias sobre judeus no mundo (veja links abaixo). Leia mais em:

Judeus no país do apartheid (Deutsche Welle)

Legado judaico-alemão (Deutsche Welle)

Legado judaico-alemão (Deutsche Welle)

Muslim clerics attend ceremony at French Shoah memorial (World Jewish Congress)