Shalit, ex-refém do Hamas, mobiliza comunidade judaica brasileira

Shalit, ex-refém do Hamas, mobiliza comunidade judaica brasileira

 A passagem de Gilad Shalit, ex-refém do Hamas, pelo Brasil, na semana passada, mobilizou as comunidades judaicas de São Paulo e Rio de Janeiro. Mais de mil pessoas, em cada cidade, foram ver o depoimento do ex-soldado israelense, que foi mantido prisioneiro durante cinco anos e meio pelo grupo terrorista palestino. 

“Quanto vale uma vida judaica?” Esta pergunta foi o tema dos encontros, promovidos pelo Fundo Comunitário de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Ao longo dos 1.941 dias entre sua captura (25 de junho de 2006) e libertação (18 de outubro de 2011), judeus de Israel e do mundo inteiro se mobilizaram, até a negociação histórica da troca de sua liberdade pela de 1.027 terroristas palestinos, presos em Israel.

Dois anos após este episódio, Gilat Shalit está agradecendo aos judeus da Diáspora pelo apoio dado à sua causa. Ele disse que ficou muito feliz com a carinhosa recepção dos brasileiros. Visivelmente tímido, contou que aos poucos está retomando sua vida e escrevendo para um jornal de esportes, em Israel. 

Lembrou seus amigos, o tenente Chanan Barak e o sargento Pavel Slutzker, que foram mortos quando ele foi capturado. “Apesar da minha solidão no cativeiro, eu extraía força da ideia de que todos os judeus em Israel e no mundo não me esqueceram”, comentou.

Sua fala foi rápida, porém marcante para as pessoas das mais diferentes idades que o têm como símbolo. A presença do israelense representou uma mistura de alívio, orgulho e felicidade para todos.

A visita mereceu destaque no jornal O Estado de S. Paulo. Em entrevista ao repórter Roberto Simon, Shalit mostrou grandes conhecimentos sobre o futebol brasileiro.