Revista de História destaca memorial aos intelectuais judeus exilados no Brasil

 A casa na qual o escritor austríaco Stefan Zweig se suicidou, em Petrópolis, será o local de um memorial que prestará homenagem aos intelectuais judeus que se exilaram no Brasil após a ascensão do nazismo, informa a Revista de História, publicação da Biblioteca Nacional. O memorial será inaugurado no segundo semestre de 2011.

O número exato de intelectuais de origem judaica que fugiram para o Brasil ainda não é conhecido. Pesquisadores do Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação (Leer), da USP, estão há dois anos fazendo um inventário. “Até 2012 vamos ter uma lista com cerca de 150 nomes. Eles tiveram larga produção acadêmica”, diz Maria Luiza Tucci Carneiro, coordenadora do Leer.

Entre eles, o fotografo alemão Hans Günter Flieg, o linguista húngaro Paulo Rónai, além de Zweig, que em 1941 publicou o clássico “Brasil, país do futuro”.

A professora Tucci Carneiro disse que este será o primeiro espaço que homenageará os intelectuais judeus exilados no país, já que os museus judaicos brasileiros não abordam este tema. O jornalista Alberto Dines é um dos idealizadores do projeto.

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