Pesquisa sobre comunidade judaica de SP mostra primeiros resultados

A Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e o American Jewish Joint Distribution Committee (JDC), organização de assistência humanitária com presença em 70 países, promovem um estudo das necessidades da comunidade judaica paulistana.

O projeto entrevistou 900 judeus em São Paulo sobre sua participação comunitária, identidade judaica, religião, antissemitismo e Israel. O estudo revela que cerca de 70% são muito orgulhosos de suas instituições.

"Vimos também que, ao longo dos últimos 10 anos, o número de membros religiosos da comunidade cresceu", diz Gabriel Milevsky, diretor superintendente da Hebraica e representante do Joint no Brasil há mais de 20 anos. Cerca de 80% dos judeus paulistanos se consideram seculares ou tradicionais. 8% se definem como observantes ortodoxos; e 6%, ultraortodoxos.

A conexão com Israel é forte entre todos: mais de 92% dos inquiridos já visitaram o Estado judeu; cerca de 50% já o fizeram pelo menos três vezes. 70% seguem notícias sobre Israel e o Oriente Médio.

Segundo Milevsky, os dados continuam em análise e novas conclusões devem vir à tona.

O objetivo da pesquisa é traçar um mapa das necessidades comunitárias e promover um esforço das instituições da comunidade judaica paulista, tanto para aprimorar os serviços prestados, como para adequá-los às necessidades futuras. Colaboram as seguintes organizações: Unibes, Hebraica, Fundo Comunitário, Hospital Albert Einstein, Residencial Albert Einstein, e as áreas de Vaad HaChinuch [Educação], Terceira Idade e Juventude da Fisesp.