Panorama

Traçando um panorama da educação judaica no mundo, Caplan notou a predominância da escola diária, num contexto em que o judaísmo em casa diminui sua influência.



Quanto à fusão de escolas, considera que ela pode gerar mais recursos para os educadores.



Abordou a necessidade de se refletir sobre o que é educação judaica. “Os currículos normativos pendem para o ortodoxo. Por quê? Com a homogeneização, decai a educação específica de cada comunidade, de cada escola. Parece que estamos dizendo: as crianças continuarão judias, não importa como”. O rabino Rogério Cukierman observou: “No Brasil, não costumamos discutir o propósito das coisas. A fusão nos faz questionar”.



Quem recebe hoje educação judaica? Caplan diz que 90% do budget é direcionado aos mais jovens. “Mas como ter impacto, se os universitários não são educados?”



Anna Penido colocou outra questão interessante: quais os níveis a serem atingidos na educação judaica, para crianças e pais, se o judaísmo é algo que fica na pessoa, forma sua identidade?



E mais perguntas: “O educador judeu deve se especializar?”, questionou Caplan. Ele citou estudo do educador canadense Stephen Downes, sobre o papel do educador. Downes encontrou 23 papéis, que requerem diferentes personalidades/habilidades.  Continuar a tratar os professores como se tivessem um só papel, a ser desempenhado por uma só pessoa, não resolverá os problemas da educação contemporânea, é a conclusão.