Nos 100 anos do Hashomer Hatzair, líder de 19 anos aborda o futuro

Nos 100 anos do Hashomer Hatzair, líder de 19 anos aborda o futuro

O movimento juvenil judaico Hashomer Hatzair [O Jovem Guardião], de base sionista e socialista, comemora 100 anos de fundação. Ele foi criado na região da Galícia [no então Império Austro-Húngaro; atual Ucrânia].  Está presente em 21 países. No Brasil, tem grupos no Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis.

Na década de 1920, o movimento já tinha quatro kibutzim na então Palestina e pregava a igualdade entre árabes e judeus, em um Estado binacional. Entre seus membros, destaca-se o herói Mordechai Anielewicz, líder da resistência judaica contra o exército nazista no Gueto de Varsóvia, em 1943.

Para comemorar o centenário, o grupo traz ao no Rio de Janeiro o artista israelense Danny Sanderson, que faráshow no Teatro Oi Casa Grande, em 22 de outubro.

Em meio aos preparativos para a comemoração, Priscilla Karaver, 19, líder do movimento em São Paulo, falou à Conib sobre os projetos do movimento, sua visão do judaísmo e a adaptação de suas ideias ao fracasso do socialismo real. Leia abaixo uma das perguntas: 

Como o movimento lida com o fracasso do socialismo real? 

Com o fim da União Soviética e o domínio cada vez maior do capitalismo como sistema socioeconômico, o Hashomer passou por uma crise. Durante este período de instabilidade, a ideologia precisou ser revisada e adaptada de tal forma que pudesse prover uma educação baseada em um socialismo mais moderno. Em 2008, este modelo pedagógico-ideológico foi formalmente escrito, durante assembleia que juntou representantes de todas as sedes do mundo.

Saiba o que diz esse documento e leia entrevista completa no site da Conib.