Na Folha.com, IBI aborda a aproximação israelo-saudita

 

 
Em texto publicado na Folha.com, com o título “A paz que queremos”, o diretor executivo do Instituto Brasil-Israel de Diplomacia Pública, André Lajst, aborda a importância da aproximação entre israelenses e sauditas.
 
Leia abaixo o texto, com edição da Conib:
 
“Em julho deste ano, uma delegação de influentes sauditas visitou Israel, liderada por um importante ex-general. Esta informação não seria importante, se ignorássemos o fato de que os dois países nunca tiveram relações diplomáticas.
 
A gigantesca maioria dos países árabes não reconhece e não tem relações com o Estado judeu. Atividades diplomáticas em canais ocultos, e outros não tão ocultos, já foram registradas, com os países árabes considerados "moderados" pelo Ocidente.
 
Em 2002, uma iniciativa saudita ratificada pela Liga Árabe, e logo depois pela Conferência Islâmica, tornou-se o que conhecemos como "Proposta árabe para a paz" – o Irã está fora.
 
De acordo com ela, 57 países árabes e muçulmanos reconheceriam Israel e estabeleceriam relações diplomáticas. Em troca, Israel se retiraria de todos os territórios conquistados na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e ajudaria a estabelecer um Estado Palestino na Cisjordânia e Faixa de Gaza.
 
Para muitos especialistas, o "bloco sunita" está se alinhando com Israel por causa de interesses e inimigos comuns: o constante aumento do terrorismo global, o programa nuclear iraniano e a vontade do Irã se tornar um poder militar e cultural no Oriente Médio.
 
A proposta de paz árabe foi recentemente lembrada pelo atual premiê de Israel, Benjamin Netanyahu. O atual governo israelense é conservador, e essa proposta seria a mais "segura" para Israel, pois conta com o respaldo de países importantes e aliados dos EUA e da União Europeia.
 
O reconhecimento de Israel por parte de países como a Arábia Saudita poderia contribuir para uma modernização do sistema governamental saudita e uma abertura para sua população, que vive sob um regime religioso estrito, sem nenhuma liberdade individual.
 
Um acordo regional que inclua o reconhecimento de Israel e a criação de um Estado palestino viável, por meio de negociações diretas com o Estado judeu, tem mais chance de trazer estabilidade, prosperidade e paz à região”.
 
Leia o texto completo, na Folha.com.