Monte Castello

No dia 1º de março, foram comemorados os 71 anos da Tomada de Monte Castello, com uma cerimônia no Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, em conjunto com a Federação Israelita do Paraná e a Associação Nacional dos Veteranos da FEB. A vitória foi uma das mais significativas das forças brasileiras na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. 

Na ocasião foi lançado o livro Estrela de David no Cruzeiro do Sul, do professor Israel Blajberg (2º vice-presidente da ANVFEB), que trata da presença judaica nas Forças Armadas Brasileiras, e também a obra "1944-1945: a saga dos brasileiros na Segunda Guerra Mundial: caminhos de uma trajetória", de Carmen Lúcia Rigoni. 

Segundo Blajberg, enfrentando os nazistas em Monte Castello, os soldados brasileiros judeus correram um duplo perigo, de uma guerra, e por serem judeus.  "A FEB era o microcosmo da sociedade brasileira, desde o gaúcho dos pampas ao nordestino da caatinga, do  mineiro das alterosas ao caboclo da Amazônia, filhos de brasileiros ou de poloneses, de japoneses, de judeus, e até de alemães e italianos, soldados-cidadãos, que deixaram na neve branca dos Apeninos o sangue brasileiro que ajudou a libertar a Itália do nazi-fascismo. Após quatro tentativas, veio a vitória final".  

Em seu discurso, Ari Zugman, presidente da Federação Israelita do Paraná, falou sobre a bravura da Força Expedicionária Brasileira: "Não se tratou de uma simples guerra por interesses políticos, territoriais ou econômicos. Tratou-se de uma guerra de vida e morte das luzes contra as trevas. As forças armadas brasileiras através de nossa Força Expedicionária deu sua importante colaboração em favor da luz, colaborando com sua vitória. Podemos crer que não fosse a vitória das forças aliadas, não conheceríamos um mundo tal qual é, que mesmo que ainda cheio de injustiças conhece a democracia e a liberdade". 

A sessão foi muito concorrida, lotando o auditório do Instituto, com a presença de inúmeras autoridades civis e militares: Presidente do IHGPR, Desembargador Paulo Roberto Hapner e Sra. Irecê Hapner; VP Dirceu Guimaraes Britto; Diretor Cultural General José Chuquer Rodrigues; Diretor de Patrimônio Nelson Luis Penteado Alves; demais diretores e integrantes do Colégio Acadêmico do Instituto; Rafael de Lala, Presidente da API; Major Antonio Mauricio Barbosa Lima, representando o General de Divisão Jose Luis Dias Freitas, comandante da 5ª. Divisão de Exército, e da Guarnição Federal do Estado do Paraná; Coronel André Mauro Àvila, representante do General de Brigada Carlos Alberto Mansur, Comandante da 5a. Região Militar; Cel Antonio Carlos da Silva Figueiredo, Delegado da ADESG no Paraná – Ass dos Diplomados da Escola Superior de Guerra; Prof Luiz Carlos Pinto – Delegado Adjunto ADESG-PR; Ellen Cunha do Nascimento, Representante da Secretaria de Estado da Cultura e da Direção do Museu Paranaense; Ester Proveller, da B´nai B´rith, Carlos Reiss, Coordenador Geral do Museu do Holocausto; Alexandre Gardolinski, pesquisador, palestrante sobre a 2a GM; Tenente Leonardo Cardoso, representante do Comandante da 5ª Companhia de Comunicações Blindada; 1º Ten. Bruno Trentini Lopes Ribeiro – Representante do Comando do 5º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado; 2º Ten. Joselito Cavalcante de Lima, Representante do Comando do 27.º Batalhão Logístico; Paulo Drabik, Veterano da Brigada de Infantaria Paraquedista do Rio de Janeiro; Theodoro Silva Junior, Veterano Boina Azul, Diretor da Associação dos Integrantes do Batalhão Suez, de Ponta Grossa; Dorota Ortynska, Vice-Cônsul da República da Polônia em Curitiba; Dr. Eduardo Rocha Virmond, Representante da Academia Paranaense de Letras.