Macron reconhece culpa da França pela morte de judeus no Holocausto

Macron reconhece culpa da França pela morte de judeus no Holocausto

 Em encontro no dia 16 de julho com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, o presidente francês reconheceu a colaboração da França com o regime nazista e criticou aqueles que ainda minimizam o papel do país no Holocausto, em evento que lembrou o aniversário de 75 anos do aprisionamento em massa de judeus, no Velódromo de Inverno de Paris.

A postura do presidente francês se diferencia em diversas maneiras daquela de seus predecessores no cargo, na lembrança deste evento: a presença de Netanyahu, a primeira de um chefe de Estado israelense; as referências a situações do presente [o antissionismo como reinvenção do antissemitismo, o repúdio aos revisionistas] e a carga emocional de Macron.

Ele insistiu que foi, "de fato, a França que organizou" esse aprisionamento. E disse que "nenhum alemão" foi diretamente envolvido: a polícia francesa colaborou com os nazistas.

Na ocasião, mais de 13 mil judeus foram detidos. Quase todos foram deportados para o campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia, onde foram assassinados.

O mandatário francês rebateu os argumentos de líderes franceses de extrema-direita de que o regime colaboracionista de Vichy não representava o Estado francês, ao dizer que esse é um discurso "conveniente, mas falso".

Fontes: JTA e O Globo.