Luciana Genro propõe debate aberto sobre Israel e Palestina

Luciana Genro propõe debate aberto sobre Israel e Palestina

A diretoria da Federação Israelita do RS e representantes de entidades judaicas gaúchas receberam na semana passada a candidata à prefeitura de Porto Alegre pelo PSOL, Luciana Genro, e o seu vice, deputado estadual Pedro Ruas, para debater as propostas para a cidade e a relação dos judeus com a legenda, cujo histórico é de posições contrárias ao Estado de Israel. A ideia é trazer os dois lados para conversar, sem radicalismos.
 
O presidente da Federação Israelita, Zalmir Chwartzmann, deixou claro o sentimento de incômodo com a postura do PSOL e a preocupação sobre a importação de conflitos para Porto Alegre.
 
“É importante neste momento ser transparente e franco sobre o que sentimos. E o posicionamento do PSOL até aqui nos incomoda. No Rio Grande do Sul, a FIRS é uma extensão de Israel, por isso defendemos a oportunidade de também nos manifestar”, declarou Zalmir. “Queremos começar por aquilo que nos une”, complementou o vice-presidente Sebastian Watenberg.
 
A FIRS declarou que convidou candidatos de diferentes linhas políticas, “para que ouvissem a nossa inabalável e irredutível defesa do direito de existência de Israel e do povo judeu”.
 
Luciana Genro admitiu que tem uma visão discordante com relação ao conflito no Oriente Médio, mas que isso não a impede de dialogar com a comunidade judaica. “A minha vinda à Federação é uma demonstração de que estou aberta a isso. Não vamos concordar sempre, mas temos capacidade para o diálogo”, afirmou. No site do PSOL, um link postado durante o conflito em Gaza, afirma que “a política do governo de Israel é similar à do Apartheid na África do Sul”.
 
Sobre a acusação de radicalismo, Luciana diz que essa percepção ficou marcada pelas posições firmes que sempre adotou na vida pública, mas está superada. “Quem está se propondo a governar Porto Alegre não pode ter postura intransigente. Temos olhares diferentes, mas não creio que sejam obstáculos para construir políticas comuns. Talvez tivesse lá atrás, mas com a experiência e amadurecimento, saí uma pessoa do diálogo, da política”, completou. O único aspecto em que não abre mão do “radicalismo”, disse ela, é sobre corrupção e coalizões sustentadas por loteamento de cargos públicos. Ela se propôs ainda a promover um debate aberto sobre Israel e Palestina.
 
Sobre suas propostas de governo, Luciana Genro disse que pretende focar em dois pontos: segurança e saúde. Questionada sobre o legado que pretende deixar para a cidade, caso eleita, ela disse que é possível fazer política de forma diferente, governando de mãos limpas. “Vou me considerar vitoriosa, se isso ocorrer”.
 
Veja nota sobre o encontro no site da campanha de Luciana Genro.