Israelenses e palestinos se enfrentam no jogo de gamão, pela paz

Israelenses e palestinos se enfrentam no jogo de gamão, pela paz

 Reunidos em torno da paixão pelo gamão, jogo de tabuleiro muito popular no Oriente Médio, centenas de israelenses e palestinos se enfrentam debaixo de uma grande tenda em Jerusalém, ao som de música árabe e entre pratos de melancia, cerveja e o vapor de narguilé. A iniciativa é de um grupo de jovens ativistas israelenses e palestinos

 
 “Lembro quando passava as noites aqui em Israel, em Tel Aviv ou em Haifa. Tinha amigos israelenses que vinham me visitar em Belém, e comíamos hummus ou falafel”, conta Aboud, um comerciante palestino cristão.
 
À sua frente, Baroukh Meiri, um judeu aposentado originário do Iraque, está feliz de poder falar em árabe, sua língua materna: “Este ambiente, a música, o idioma, o jogo, é tudo o que sonho para Israel”.
 
Aboud e Baroukh não se encontrariam sem este torneio. O gamão serviu de pretexto para voltar no tempo e saborear novamente a sensação de “viver juntos” que eles conheceram, um no seu Iraque nativo, e o outro antes da construção da barreira de segurança entre Israel e Cisjordânia, por causa dos atentados terroristas.
 
Em volta das mesas, aglomeram-se palestinas com véus, judeus ultraortodoxos, jovens de bairros árabes e um monte de crianças agitadas.
 
O sucesso da iniciativa demonstra que a realidade não é em preto e branco, ao contrário das fichas do gamão. “A situação não é como os políticos tentam nos vender”, afirma um palestino ligado à organização.
 
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