Firs promove reunião para recuperar história da imigração judaica no RS

 Dirigentes da Federação Israelita do Rio Grande do Sul (Firs) e da Sociedade Beneficente Israelita de Santa Maria (SBISM) se reuniram no dia 25 de maio, em Santa Maria, para discutir a recuperação do Cemitério Israelita de Phillipson – construído em 1904, em Itaara – e uma maior aproximação entre as comunidades judaicas gaúchas. O encontro ocorreu sexta-feira, na Sinagoga Yitzhak Rabin, em Santa Maria.

Estiveram presentes à reunião o presidente da Firs, Jarbas Milititsky, o vice-presidente, Mario Cardoni, e o diretor-executivo da entidade, Albert Poziomyck. Eles foram recebidos pelo presidente da SBISM, Sérgio Klinow Carvalho.

Novos projetos – Segundo Jarbas Milititsky, é preciso resgatar os valores judaicos e da imigração judaica no Estado. Por isso, deve haver união das entidades para buscar a recuperação do Cemitério de Phillipson, tombado pelo governo do Estado em 1994, que está com parte do seu muro caído. A federação trabalha na elaboração de um projeto que viabilize a obtenção de recursos do Estado ou da União para a recuperação do local.

"É um dever moral nosso porque os imigrantes vindos da região da Bessarábia (que compreende partes da Rússia) foram enterrados lá. Trata-se da preservação do judaísmo nacional, porque daqui saíram judeus para todo o país", diz Carvalho.

A mobilização da comunidade judaica – que conta com cerca de 12 mil pessoas no Estado – pode beneficiar também o Cemitério de Chácara das Flores, fundado pela SBISM em 1924.