Filarmônica terá programação especial na comemoração de seus 80 anos

Filarmônica terá programação especial na comemoração de seus 80 anos

 

No último sábado, 27 de agosto, a Orquestra Filarmônica de Israel subiu ao palco da Sala São Paulo para um concerto beneficente em prol das obras da Federação Israelita do Estado de São Paulo e do Voluntariado Einstein e da AmigoH, ambos ligados à Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.
 
A orquestra completa em 2016 80 anos, assim como seu regente, Zubin Mehta. No final de dezembro, acontecerá uma série de concertos comemorativos em Israel reunindo os principais nomes da música clássica mundial, como os pianistas Evgeny Kissin, Yuja Wang e Yefim Bronfman, o violinista Pinchas Zukerman e o maestro Riccardo Muti.
 
Para Mehta, a música precisa fazer mais do que já fez: continuar a unir os povos e derrubar preconceitos. Como embaixadora cultural do Estado de Israel, a Filarmônica fez inúmeras turnês por todo o mundo, incluindo países onde Israel sequer possuía representação diplomática. Visitou praticamente todos os grandes centros urbanos dos Estados Unidos, Europa Ocidental, Rússia, Polônia, Japão, Austrália e América Latina.
 
Ela foi enriquecida com a chegada de imigrantes, principalmente da ex-União Soviética, de onde vieram grandes instrumentistas de cordas. Atualmente, mais da metade dos músicos é composta de israelenses nativos, que tiveram educação musical em Israel.
 
A apresentação em São Paulo teve início com a execução dos hinos do Brasil e de Israel, com a plateia fazendo coro incentivada pelo maestro Zubin Mehta.
 
“A cultura e a música unem, o preconceito divide e desagrega. Em um mundo assolado pelo terror, nossa resposta é a construção de pontes, é trazer a Filarmônica de Israel e compartilhar arte, e que ela seja um instrumento de harmonia entre os povos”, disse o presidente da Fisesp, Bruno Laskowsky.
 
“A comunidade judaica tem muito a agradecer a este país, que recebeu a todos nós de modo que pudéssemos nos estabelecer, criar raízes e contribuir para um país mais justo. É dentro dessa linha que a Federação e o Hospital Albert Einstein hoje se abraçam, praticando um dos mais importantes princípios do judaísmo que é a Tzedaká, justiça social, com a Filarmônica de Israel, trazendo a luz deste país que é um exemplo para a democracia”, completou o presidente do Einstein, Claudio Lottenberg.