Conib participa em Buenos Aires de atos em homenagem à AMIA

Conib participa em Buenos Aires de atos em homenagem à AMIA

O Congresso Judaico Latino-Americano realizará um encontro para debater o caso AMIA, a ameaça do ISIS e os novos desafios para as comunidades judaicas, que terá a participação, entre outros do jornalista Ariel Palacios, correspondente da GloboNews e do jornal O Estado de S. Paulo em Buenos Aires.

Na ocasião, o CJL receberá da Legislatura de Buenos Aires uma homenagem por seu trabalho pelo diálogo inter-religioso. Também participarão dos atos representantes das comunidades judaicas da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

Em entrevista recente à revista The New Yorker, a presidente argentina Cristina Kirchner fez uma avaliação absurda sobre os ataques à Embaixada de Israel, em 1992, e à AMIA. Ela sugere que os autores foram extremistas de direita israelenses, conforme publicado pela Folha de S. Paulo: “Em 1992, quando explode a bomba na embaixada, esse foi o ano em que Rabin fez sua campanha e chegou a primeiro-ministro de Israel. Todo o eixo de sua campanha em 1992 foi alcançar sua paz com Arafat e a OLP (…), coisa com a qual muitos não estavam de acordo. (…) Em 1994, quando se estavam levando a cabo as negociações, ocorre a explosão da AMIA e, mais tarde, quando se assina a paz entre Shimon Peres, Rabin, Arafat, se produz depois de tudo isso o assassinato por parte de ultradireitistas israelenses desse grande estadista que foi Rabin”. Leia mais.

A Argentina assinou em 2013 um Memorando de Entendimento com o Irã para “esclarecer o atentado”, o qual foi duramente criticado por Nisman, que denunciou a presidente argentina, Cristina Kirchner, e vários de seus colaboradores por uma suposta tentativa de encobrir os iranianos suspeitos.