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Não deixe de ler:

 

1. Irã diz ter iniciado modernização de centrífugas de urânio

No mesmo dia em se reuniu, sem obter acordo, com representantes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã informou que começou a instalar nova geração de centrífugas para o enriquecimento de urânio. A notícia deve irritar o Ocidente e complicar os esforços para resolver a polêmica sobre o programa nuclear do país. O país já havia informado à agência que pretendia instalar novas centrífugas na sua principal usina, próxima de Natanz, o que aceleraria de forma significativa o seu programa nuclear. “A partir do mês passado começou a instalação de nova geração destas máquinas no complexo de Natanz”, disse Fereydoun Abbasi-Davani, chefe da organização de energia atômica do Irã, citado pela agência Isna. “Produzimos as máquinas de acordo com o planejado e as estamos levando para o complexo gradualmente para completar as provas relevantes para esta nova geração” (O Globo). Leia mais em:

Agência da ONU e Irã falham em nova tentativa de acordo (Veja)

Irã sugere avanço em negociação nuclear com ONU, mas sem acordo (Reuters)

Iran’s bid to buy banned magnets stokes fears about major expansion of nuclear capacity (WPost)

‘Iran pushing major nuclear expansion’ (JPost)

 

2. Resposta à Coreia do Norte é recado para o Irã, diz Kerry

O novo secretário de Estado americano, John Kerry, advertiu que a resposta “firme” do mundo à Coreia do Norte por novo teste nuclear serve de recado ao Irã. O Irã, como a Coreia do Norte, também está sob duras sanções, e as negociações com o Ocidente sobre seu programa nuclear não estão avançando. Kerry não quis comentar as notícias de que há cooperação entre Irã e Coreia do Norte para desenvolver mísseis nucleares. Disse apenas que a resposta dos EUA é a mesma para ambos os países: “Nossos esforços são pela não-proliferação (de armas nucleares). E isso é inadmissível tanto para a Coreia do Norte quanto para o Irã” (Fox News). Leia mais em:

“A ameaça norte-coreana” (Folha de S.Paulo – Editorial)

 

3. Argentina reitera que Irã aceita interrogatório de acusados por atentado

O chanceler argentino, Héctor Timerman, insistiu que um juiz de seu país irá interrogar os acusados iranianos com mandado de prisão internacional, como o ministro iraniano da Defesa, Ahmad Vahidi, pelo atentado ao centro judaico AMIA, em Buenos Aires, em 1994, que deixou 85 mortos. "O chanceler iraniano afirmou que irá cumprir todos os pontos do acordo e que todos os acusados serão interrogados", disse Timerman antes do debate no Senado sobre o acordo com Teerã, que prevê a ida do juiz argentino ao Irã para os interrogatórios. Timerman citou o artigo 5º do acordo bilateral para investigar o atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), que diz que um juiz argentino interrogará em Teerã "aqueles para os quais a Interpol emitiu alerta vermelho", entre eles Vahidi. O porta-voz do chanceler iraniano, Ramin Mehmanparast, havia declarado ontem ser "totalmente falsa" a informação de que Vahidi será interrogado pelo juiz argentino Rodolfo Canicoba Corral (AFP). Leia mais em:

“Judeus na Argentina: os que chegaram para ficar” (Deutsche Welle)

 

4. Irã procura manter influência na Síria com milícias, diz jornal

Citando como fontes funcionários árabes, o Washington Post revelou que o Irã está se preparando para manter a sua influência na Síria no caso de Bashar Assad ser deposto. Segundo o jornal, 50 mil milicianos, apoiados pelo Irã e Hezbollah, estão lutando por Assad contra os rebeldes sírios. Além de apoiar o regime sírio, as milícias têm um objetivo maior: se infiltrar no país, assumindo posições-chave para garantir os interesses do Irã na Síria, caso as forças rebeldes vençam o conflito (JPost).

 

 

Mais notícias e artigos:

 

1. Rebeldes matam autoridade iraniana na Síria

Um comandante da Guarda Revolucionária iraniana foi morto na semana passada na Síria por rebeldes que lutam contra o presidente Bashar Assad, disseram autoridades iranianas. Hessam Khoshnevis era chefe da missão de Teerã pela reconstrução do Líbano e foi atacado por um grupo armado em uma estrada, quando tentava deixar a Síria para visitar Beirute. Uma testemunha que a investida foi realizada por combatentes perto da cidade síria de Zabadani, a poucos quilômetros da fronteira libanesa. O escritório de relações públicas da Guarda Revolucionária confirmou a morte de Khoshnevis, afirmando que o comandante foi "martirizado em seu caminho de Damasco para Beirute por mercenários" e será enterrado amanhã em Semnan, sua cidade natal, no Irã (O Globo). Leia mais em:

Irã anuncia morte de diplomata na Síria por ‘grupos terroristas’ (AFP)

Iranian embassy: Official killed leaving Syria (Reuters/JPost)

 

2. Conselho de Segurança deve agir na crise da Síria, diz chefe da ONU

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon defendeu uma ação mais significativa por parte Conselho de Segurança para pôr fim à guerra civil na Síria. "É essencial que o Conselho de Segurança supere seu ponto morto e encontre a unidade que permita que ações significativas sejam possíveis", disse Ban, diante da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington. "Deveríamos ter resolvido este conflito há tempos", disse Ban, ao afirmar que, apesar das dificuldades, "devemos seguir estimulando uma solução política" (AFP).

 

3. EUA trabalham para convencer Bashar Assad a deixar o poder

Washington tenta modificar a ideia do presidente sírio, Bashar Assad, de que pode se manter no poder e fazê-lo aceitar "a inevitabilidade" de sua saída, disse o secretário de Estado, John Kerry. "O governo (americano) prefere uma solução política, uma solução negociada, mas que tenha como resultado a saída do presidente Assad. O presidente (Barack Obama) acredita, e eu acredito, que isto é o que acontecerá", disse Kerry durante entrevista coletiva à imprensa ao lado de seu colega jordaniano, Nasser Judeh. O chefe da diplomacia americana se negou a dar um "cronograma", mas considerou "inevitável" a saída do presidente sírio do poder, após quase dois anos de conflito na Síria, que deixou 70.000 mortos, segundo a ONU."Devemos abordar a questão do cálculo que faz o presidente Assad. Creio que há mais coisas que podem ser feitas para mudar sua percepção atual", declarou Kerry à imprensa (AFP). Leia mais em:

Em meio a combates, Rússia convida Damasco e oposição para encontro (AFP)

 

4. Obama irá a Israel e Palestina ouvir envolvidos no conflito

O secretário de Estado americano, John Kerry, disse que um dos objetivos da viagem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a Israel e territórios palestinos é "escutar" as partes em conflito antes de tomar decisões sobre o relançamento do processo de paz. Na visita à região, que deverá ocorrer em março, Obama pretende "escutar" as duas partes para ter uma ideia de quais são as opções de diálogo "e depois começar a tomar algumas decisões", explicou Kerry após se reunir em Washington com o ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Nasser Judeh. Segundo afirmou, "seria um erro enorme, quase um passo arrogante", tomar decisões antes de escutar as partes (EFE).

 

5. Exército egípcio inunda túneis que conectam Sinai à Faixa de Gaza

As Forças Armadas do Egito lançaram ontem operação para inundar túneis que unem a Península do Sinai à Faixa de Gaza, para impedir o tráfico de armas e explosivos, segundo informou uma fonte dos serviços de segurança.
A fonte, que pediu anonimato, explicou que o Exército lançou uma operação para inundar e fechar os túneis, utilizados pelos grupos palestinos para introduzir armamentos, alimentos e produtos de primeira necessidade na Faixa para aliviar o bloqueio israelense.

Estima-se que 30% de todos bens chegam ao enclave através desses túneis (Opera Mundi).

 

6. Morte de espião em prisão causa escândalo em Israel

Israel está às voltas com o misterioso caso de um agente do serviço secreto que teria se suicidado numa prisão de segurança máxima. Uma ordem judicial suspendeu ontem a censura imposta à imprensa israelense, que vinha sendo impedida de divulgar notícias do caso. O governo de Israel confirmou que deteve um cidadão com dupla cidadania, uma delas israelense, que cometeu suicídio. Os primeiros relatos sobre a morte do “Prisioneiro X” vazaram em 2010 nos EUA, onde um blogueiro o identificou como um ex-general iraniano. Censores do governo imediatamente obrigaram um site de notícias israelense a retirar comentários relacionados a ele e jornalistas foram interrogados sobre o tema pela polícia. Na terça-feira, após uma TV da Austrália identificá-lo como um australiano que se tornou espião de Israel, o premiê Binyamin Netanyahu convocou editores para lembrá-los da ordem judicial impedindo a publicação de qualquer coisa ligada ao tema (O Estado de S.Paulo). Leia mais em:

Israel admite oficialmente la existencia del "Preso X" (Aurora)

Kuwait paper: Zygier named Mossad hit team to Dubai (JPost)

Reporte de Kuwait: "El ‘Preso X’ participó en la muerte de cabecilla de Hamás en Dubai" (Aurora)

Senate video confirms Australia knew of Prisoner X (JPost)

Caso del "Preso X" abre el debate en Israel sobre censura y el hermetismo oficial  (Aurora)

 

7. “Primavera árabe agrava problemas econômicos”

Inexperientes líderes islâmicos no Egito e na Tunísia estão em dificuldades para gerenciar problemas econômicos que têm persistido e até se agravado desde a queda dos antigos regimes. Hassan Malek mapeia a visão dos islamistas para a prosperidade econômica no Egito, toda baseada em investimento responsável e ético. Falando recentemente a investidores em Londres, o diretor de uma nova associação empresarial egípcia apoiada por islamistas e figura proeminente na Irmandade Muçulmana contou de um modelo de desenvolvimento econômico em que o interesse pessoal é equilibrado por interesses nacionais, o desenvolvimento social é uma prioridade e os empresários comprometem-se com um código de ética. "Capitalismo com atenção aos pobres", é como ele o denomina. É uma promessa recorrente dos islamistas no Oriente Médio, cujos partidos têm sido os principais beneficiários do colapso das ditaduras nos dois últimos anos de turbulência (Por Roula Khalaf, Financial Times/Valor Econômico).

 

8. Acusado de antissemitismo, John Galliano ‘desfila’ de judeu

O estilista John Galliano, que foi demitido há dois anos da Dior depois de ter ‘ataques’ de antissemitismo em Paris, voltou a mexer com a comunidade judaica. O britânico foi flagrado em Nova York vestido como judeu ortodoxo — um estilo que é determinado pela crença religiosa, não por valores estéticos. Galliano está em NY a convite de Oscar de la Renta, que concedeu uma segunda chance ao estilista ao oferecer um trabalho de três semanas em seu estúdio. Chance de retorno ao mundo da moda que Galliano pode agora desperdiçar. Em foto divulgada pelo jornal The New York Post, o britânico aparece com chapéu negro largo, paletó negro e mechas de cabelo encaracolado de ambos os lados da cabeça. O figurino do estilista despertou a indignação de líderes civis e religiosos da comunidade judaica de Nova York, como o chefe comunitário de Williamsburg, Isaac Abraham, que disse ao jornal que o penteado de Galliano parecia feito "de propósito para insultar" (Veja). Leia mais em:

John Galliano ressurge vestido como um judeu e gera nova polêmica (Glamour).

 

9. Os segredos do Terceiro Reich  

A National Greographic exibiu ontem o último capítulo da série “Segredos do Terceiro Reich”, que mostra imagens inéditas da vida do líder nazista. Os dois últimos capítulos do programa lançam luz sobre a família do ditador e sobre Albert Speer, o arquiteto pessoal de Adolph Htler (National Geographic).

 

Leia mais em:

Can Palestinians make peace with themselves? (JPost)

Encountering Peace: Netanyahu, the peace maker (JPost)

Inside Out: Netanyahu’s Palestinian predicament (JPost)

The dishonesty of ‘The Gatekeepers’ (JPost)

A clear victory for Likud among minorities (JPost)

Bulgaria turns over names of bombing suspects to Europol (JTA)

Anger That a Herod Show Uses West Bank Objects (NYT)

Museum exhibit becomes front in Israeli-Palestinian struggle (WPost)

“Obama e a ‘exceção americana’” (Por Demétrio Magnoli, O Estado de S.Paulo)

“O Brasil e os rumos de Obama” (O Estado de S.Paulo – Editorial)