Comunidade judaica participa de debate sobre o Plano Brasil sem Miséria

A Secretaria Geral da Presidência da República e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome realizaram em 27 de maio uma nova rodada de debates com a sociedade civil sobre o Plano Brasil sem Miséria.

A reunião, que aconteceu no Palácio do Planalto, contou com a participação do assessor executivo da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Jairo Roizen; do rabino Michel Schlesinger, da Congregação Israelita Paulista e de representantes de diversas entidades religiosas.

Os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) e Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) coordenaram o encontro. Carvalho destacou a importância de ouvir as organizações religiosas que têm em comum “a busca de uma sociedade fraterna, sem injustiças”.

O compromisso do Governo Federal de retirar da extrema pobreza mais de 16,2 milhões de brasileiros, por meio do Plano Brasil sem Miséria, inclui necessariamente o apoio dos movimentos sociais, na avaliação da ministra. Ela lembrou que uma das principais dificuldades para a inclusão social da população extremamente pobre é que ela vive em territórios de baixo dinamismo econômico, com reduzido grau de escolaridade e qualificação, além de acesso precário a recursos, oportunidades de emprego, atividades produtivas e serviços públicos básicos.

Para o rabino Schlesinger, a importância de o governo brasileiro manter um diálogo com os movimentos sociais é grande. “O Governo Federal tem a obrigação de atender a população, mas, ao mesmo tempo, não tem condições de ter todo o acesso a essa população, assim como as comunidades religiosas têm”, acrescentou. Segundo ele, este é o momento de contribuir com o País. “Chegamos ao Brasil sem nada, fugidos da Europa nazista, sem condições de falar português, e o Brasil nos acolheu. Hoje sentimos que a comunidade judaica pode retribuir”, afirmou.

“Há uma oportunidade criada onde as entidades religiosas podem ser parceiras, cada uma com a sua experiência”, disse Jairo Roizen. “Podemos contribuir no diagnóstico apontando experiências, pois estamos em todo o país e conhecemos as diferentes realidades”, explicou.

Também participaram do encontro representantes da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB); Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil; Igreja Metodista; Convenção Batista Nacional; Terreiros – Matriz Afro; Ministério Madureira; Igreja Evangélica Assembleia de Deus Pernambuco; Bancada Evangélica; Federação Nacional de Ação Social e Política Cristã e Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil e Exterior.

O plano será lançado no dia 2 de junho pela presidenta Dilma Rousseff.