Com especialistas de diversas áreas, FIRS discute modelos de gestão

Com especialistas de diversas áreas, FIRS discute modelos de gestão

 Com a participação de cerca de 100 ativistas comunitários, a Federação Israelita do Rio Grande do Sul (Firs) promoveu em 26 e 27 de novembro, junto com suas federadas, o Congresso das Entidades da Comunidade Judaica, que trouxe a Porto Alegre especialistas de todo o Brasil para debater modelos de gestão nas áreas de educação, assistência social, cultura, entre outras.

A secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, Cláudia Costin, apontou os principais  desafios da educação brasileira e falou sobre a importância de os pais poderem escolher o tipo de educação judaica que querem dar aos filhos: "Acredito numa educação laica, mas também na importância de que os pais possam escolher a educação oferecida para grupos étnicos e religiosos", disse.

A diretora técnica da Unesco no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto, propôs que as políticas de assistência social na comunidade judaica pensem na emancipação e não na tutela. "Uma coisa é dar uma cesta básica; outra, é contribuir para a pessoa buscar uma capacitação, permitir que se insira no mercado de trabalho”, defendeu.

O produtor cultural Luciano Alabarse orientou sobre os caminhos para se viabilizar eventos na área de cultura. Já a professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing, Iara Silva, apresentou ferramentas de gestão para instituições ligadas à área de assistência social.

O cônsul-geral de Israel em São Paulo, Ilan Sztulman, abordou a questão da imagem do Estado judeu e as possíveis formas locais de apoio, como as missões comerciais gaúchas enviadas a Israel.

Segundo o presidente da Firs, Jarbas Milititsky, os objetivos do evento foram atingidos: "As entidades entenderam a necessidade do uso de ferramentas modernas para a gestão de seu trabalho", declarou.