Com apoio da Conib, USP organiza seminário sobre o genocídio armênio

A Universidade de São Paulo organizará em 11 e 12 de junho o seminário “100 Anos do Genocídio Armênio: Negacionismo, Silêncio e Direitos Humanos”. O evento tem o apoio da Conib e do Comitê de Centenário do Genocídio Armênio. Octavio Aronis e Sergio Napchan, diretores da Conib, representarão a entidade. Na abertura, será lida uma nota do presidente da Conib, Fernando Lottenberg. O seminário acontece por ocasião do centenário do genocídio armênio, perpetrado pela Turquia Otomana no início do século XX. Mais de 1,5 milhão de armênios foram vítimas dos massacres em massa. Apesar dos registros históricos, o genocídio continua sendo negado por parte dos perpetradores, e vários países compartilham deste silêncio, dentre os quais o Brasil. Em 2010, a USP sediou, pela primeira vez no país, um seminário internacional sobre o tema: “Genocídio Armênio: O protótipo do Genocídio Moderno”, organizado pelo Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação (LEER/USP), em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e o Instituto Zoryan (Canadá). O evento tornou-se um marco na agenda dos estudos sobre o crime do genocídio e serviu como incentivo para a produção de novos conhecimentos sobre o tema, com a instituição junto ao LEER do Núcleo de Estudos Armênios: Genocídio, Imigração e Memória, o primeiro no Brasil com este perfil e objetivos. Ao exercer o extermínio de armênios, o governo turco (desde o Sultão Abdul Hamid II, Jovens Turcos e os kemalistas) adotou métodos de destruição em massa, que posteriormente serviram como padrão e foram usados pelos nazistas no Holocausto e em muitos outros crimes, que abalam os alicerces democráticos ainda frágeis nos dias de hoje. É notória a declaração feita por Adolf Hitler aos seus comandantes no discurso de Obersalzberg, ao ordenar a invasão da Polônia e detalhar os planos de extermínio da população, em agosto de 1939: