Clóvis Rossi fala sobre sua visita aos campos de extermínio na Polônia

Clóvis Rossi fala sobre sua visita aos campos de extermínio na Polônia

O Congresso Judaico Latino-Americano, por meio de seu Grupo de Novas Gerações e A Hebraica de São Paulo promoveram em 13 de dezembro um bate-papo sobre a visita que jornalistas latino-americanos realizaram à Polônia e Israel, em maio deste ano, com o apoio do Fundo Comunitário de São Paulo e Fundação Safra. O debatedor foi o jornalista Clóvis Rossi.

Rossi, que é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha de São Paulo, falou do desejo que tinha de produzir uma matéria sobre as viagens realizadas, anualmente, por grupos judaicos à Polônia, quando foi surpreendido com o convite feito pelo CJL. Disse que não titubeou um segundo sequer em aceitá-lo, e o fez com muito gosto. “Eu senti que tinha uma grande história para contar!”, disse.

Essa história se desdobrou foi contada em três artigos na Folha: “Viagem à memória do inferno” , “A morte a vida, encontro em Cracóvia”, e “O inferno nunca sai da alma”, e na conversa na Hebraica, quando o jornalista afirmou que “essa é uma viagem que todo ser humano deve fazer, deve constar na agenda de qualquer pessoa”.

O experiente repórter, que contabiliza mais de 50 anos de exercício da atividade, comentou que nenhum papel ou filme substituem essa experiência de estar ‘in loco’ nos campos. E usou um forte argumento para demonstrar a incompreensão da maldade que vicejou no período: “Eu posso entender quando há uma guerra para se conquistar territórios, mas o avanço das tropas nazistas, a anexação de países não explica a criação de uma máquina de extermínio tão eficaz, sobretudo voltada a um povo”. E prosseguiu: “Qual a motivação para isso? Nunca entenderei”. Especialmente chocado com as roupas de bebês expostas em Auschwitz, ele contou que isso foi o que mais o incomodou.

Rossi enalteceu a iniciativa, elogiou o programa e os coordenadores. Também viajaram os jornalistas Mônica Waldvogel, Ari Peixoto e Ariel Palacios.