CJM: 20 anos após massacre na Bósnia, não podemos silenciar

CJM: 20 anos após massacre na Bósnia, não podemos silenciar

No 20º aniversário do massacre de mais de 8.000 muçulmanos em Srebrenica, na Bósnia, o presidente do Congresso Mundial Judaico (CJM), Ronald Lauder, pediu ao mundo mais empenho contra o contínuo massacre de pessoas inocentes em diversas partes do mundo, especialmente o Oriente Médio.

"Hoje, o povo judeu está de luto pelas vítimas do massacre de Srebrenica, o assassinato sem sentido de milhares de homens e adolescentes apenas porque eram muçulmanos. Como tudo aconteceu debaixo dos olhos de soldados das Nações Unidas, este deveria ter sido um momento-chave de reflexão para a comunidade internacional. No entanto, como vimos testemunhando novos massacres em tantos lugares, pergunto se o mundo realmente aprendeu as lições deste evento”, declarou Lauder.

"O que aconteceu em Srebrenica ocorre hoje em lugares como Síria, Iraque, Nigéria. O mundo sabe de todas essas atrocidades, mas, muitas vezes, permanece em silêncio ou se retira rapidamente – até que o próximo massacre aconteça”, prosseguiu.

"A lição de Srebrenica é que não podemos ficar de braços cruzados quando pessoas são massacradas por forças genocidas. É importante trazer os responsáveis ??à justiça, como foi feito depois de Srebrenica com algum sucesso. Mas há uma obrigação moral de intervir a tempo e usar a força contra aqueles que planejam o genocídio", finalizou.

Em julho de 1995, forças sérvias bósnias invadiram a área ao redor de Srebrenica, no leste da Bósnia, apesar de seu status como "área segura" das Nações Unidas. Mais de 8.000 homens e meninos muçulmanos foram separados de mulheres e meninas e, em seguida, abatidos sistematicamente. Seus corpos foram jogados em valas comuns. Foi o pior assassinato em massa em solo europeu desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Conheça a história do massacre.