Carro-bomba mata 53 diante de QG do partido de Assad, em Damasco

A explosão de um carro-bomba no coração de Damasco – entre a sede do partido do regime, o Baath, e a embaixada da Rússia – deixou ontem 53 mortos e 200 feridos, segundo a TV estatal síria. O Observatório Sírio de Direitos Humanos, organização opositora com base em Londres, informou que 59 pessoas morreram no ataque, cifra que faria do atentado o mais mortífero na capital desde o início da guerra civil, há quase dois anos. O regime do presidente Bashar Assad afirmou que a ação foi cometida por "terroristas" – termo genérico que Damasco utiliza para se referir a todos que pegam em armas contra o governo. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque e a Coalizão Nacional Síria, que reúne facções que lutam contra Assad, condenou o atentado. O único ataque dessas proporções na capital síria foi cometido pelo grupo fundamentalista islâmico Jabhat al-Nusra, ligado à Al-Qaeda, em maio, quando uma dupla explosão diante de um complexo do aparato de inteligência do regime deixou 55 mortos, incluindo autoridades de alto escalão (O Estado de S.Paulo). Leia mais em:

Bomba mata 53 no coração do regime sírio (Folha de S.Paulo)

Regime sírio acusa Al Qaeda de promover atentado em Damasco (Folha.com)

Sobe para 83 o número de mortos em atentados em Damasco (AFP)

Syrian Television’s Most Outraged Bystander (NYT)

Siria: El líder del Frente Democrático Palestino resultó herido en explosión en Damasco (Aurora)

Rússia culpa EUA por vetar condenação a atentado a partido na Síria (Folha.com)