BRASIL : EDUCAÇÃO EM PAUTA

Ricardo Madeira expôs os números que retratam o atraso educacional do Brasil, os avanços nos últimos anos, a qualidade dos professores, o uso da tecnologia.

Comparando o desempenho do Brasil com o Chile, temos um atraso de 23 anos em relação à taxa de escolaridade.

O Brasil aumentou seus gastos com educação, mas a proficiência dos estudantes não aumentou. O país gasta no ensino superior muito mais que países comparáveis, enquanto ainda tem muitas falhas nos ensinos fundamental e médio.

Estudos mostram que o nível socioeconômico das famílias é o fator mais importante para o desempenho dos alunos e apontam que a experiência e a formação do professor é um fator de controle direto deste desempenho.
Anna Penido aponta o esgotamento do modelo de escola criado no século 19, com o advento da Revolução Industrial (carteiras alinhadas na sala de aula, disciplina, sinal para o recreio).

Houve uma mudança do aluno. “Faz sentido mantermos aulas expositivas de 50 minutos, quando a neurociência mostra que os jovens não conseguem manter a concentração por mais de 10 minutos? ”. Ela aponta como uma das tendências a “gamificação” do ensino.

Isso suscitou dúvidas entre os professores presentes, que mencionaram a dificuldade de leitura de textos por parte dos universitários.

A possibilidade de o ensino público passar a ser em período integral também causou preocupação. A Unibes, que dá apoio a escolas não judaicas, afirma que seu trabalho é mais eficiente. Anna Penido concorda que a escola não consegue dar conta de todas as dimensões; ela deve ser um “hub”, requisitando o serviço de outras instâncias, como as ONGs.