Blay trata encontro Macron-Netanyahu à luz do antissemitismo na França

Blay trata encontro Macron-Netanyahu à luz do antissemitismo na França

 

 Em texto intitulado “Macron e Netanyahu, antissemitismo – antissionismo”, publicado no Jornal da USP, a socióloga Eva Blay aborda o conservadorismo e o antissemitismo na França no século 20 e seu efeitos sobre os cidadãos judeus – perda de direitos – e as mulheres – submetidas a um padrão arcaico de dominação.

“No governo Vichy, o marechal Pétain, com os olhos voltados para o passado, pretendeu realizar a ‘Revolução Nacional’ com a qual a França retornaria à ‘idade do ouro’, onde uns seriam incluídos e outros excluídos. Para ele, os ‘inassimiláveis deveriam ser excluídos’. A ideologia racista, xenofóbica era prévia a Vichy e perdurou após o fim da Segunda Guerra”, escreve Blay.

“A França de Macron reverte todos esses padrões arcaicos de dominação Ele se despe do culto ao rural, do ódio aos estrangeiros, da exaltação do instinto materno”, prossegue.

Ao lembrar a deportação dos judeus franceses, em 1942, Macron declarou: “Devemos lembrar a importância do secularismo e a luta incondicional contra todas as formas de antissemitismo

“Essa importante declaração mostra como ele pretende conduzir a política interna francesa, os valores que o guiarão. Do ponto de vista da política externa, ele afirma a importância de garantir Israel e o destino dos palestinos. Parece que novos ventos pairam sobre a França, que se alinha à Europa moderna”, conclui a socióloga.

Leia a íntegra do texto,no Jornal da USP.

 


Netanyahu e Macron, durante encontro em Paris. Foto: Divulgação.