Aznar rejeita proposta de Estado palestino baseado nas fronteiras de 1967

Em palestra sobre o Oriente Médio proferida nesta terça, dia 31 de maio, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, o ex-chefe do governo espanhol José María Aznar rejeitou as negociações para criar um Estado palestino baseado nas fronteiras de 1967, considerando-as "inseguras" e disse que Israel enfrenta riscos que não são os mesmos que ameaçam as potências ocidentais.

Aznar é fundador e líder da Iniciativa Amigos de Israel, grupo internacional criado em 2010, que afirma que Israel é um país ocidental e tem direito a se defender.

"Temos certeza de que muitas vozes se levantarão para pressionar Israel e estamos preocupados, pois Israel não tem aliados suficientes, e acreditamos que devemos agir para que este cenário [de fronteiras inseguras] não se concretize", disse ele, segundo matéria publicada pelo site Aurora.

"Entendo que estar com Israel é defender a paz. Acredito em Israel e não me envergonho de dizer isso." Ele acrescentou: “Quando se deslegitima Israel, nós todos somos deslegitimados. Os riscos e as ameaças a Israel são riscos que nós também sofremos".

Defender o Estado de Israel é uma "causa justa ", porque, na opinião dele, o Estado judeu compartilha com os países democráticos uma série de valores, como "liberdade, pluralismo, tolerância, igualdade entre homens e mulheres" . Aznar disse ainda que Israel é "uma terra de oportunidades, prosperidade e futuro".

Considerou também que Israel é "a última ilha remanescente da estabilidade entre Marrocos e Paquistão", e disse que o grupo Hamas é uma organização terrorista que, como o movimento da Irmandade Muçulmana, "visa destruir o Estado de Israel ". Assim, o reconhecimento unilateral de um Estado palestino, é “uma ação contrária à paz que consideramos necessária".

Aznar avaliou ainda que o problema político mais importante atualmente é para onde caminhará o mundo muçulmano.