Após parecer de procurador do caso AMIA, CJL alerta sobre novos atentados

 "Com o ataque contra a comunidade judaica na Argentina, aprendemos que, muitas vezes, o terrorismo internacional é um fenômeno abstrato, até que um ataque ocorra. Espero que o relatório de Nisman leve os governos da região a investigar os atos denunciados por ele", disse Jack Terpins, presidente do Congresso judaico Latino-Americano, após tomar ciência do novo relatório do procurador Alberto Nisman, responsável por investigar o ataque à entidade judaica argentina AMIA, em 1994, quer deixou 85 mortos e mais de 300 feridos.



Em seu parecer, publicado em 29 de maio, Nisman acusa o regime iraniano de se infiltrar em vários países latino-americanos, para instalar estações de inteligência destinadas a cometer, incentivar e patrocinar ações terroristas.



"Este relatório reafirma que a nossa região está exposta a ser novamente vítima de um ataque terrorista. É urgente que os países latino-americanos tomem medidas para impedir que isso aconteça. Esperamos que os 85 mortos da Argentina sensibilizem o mundo para o perigo desta rede terrorista", disse Terpins.



Funcionários graduados da República Islâmica do Irã foram formalmente acusados pela Justiça Argentina de serem os responsáveis pelo bombardeio da sede da AMIA. Em uma extensa investigação coordenada por Nisman, foram identificados os mandantes intelectuais e materiais do ataque, e lhes foi imposta ordem internacional de prisão da Interpol, que ainda não se concretizou, devido à falta de cooperação do Irã.