A menorá, a fé judaica e o Rosh Hashaná

A menorá, a fé judaica e o Rosh Hashaná

 As Grandes Festas do mês de Tishrei simbolizam nossa forte ligação com a terra de Israel, nossa fé e nossa história.

Os símbolos destas festas foram transmitidos por gerações e estão associados com a terra, como a romã e a palmeira (lulav), e com a fé: a menorá, a Arca Sagrada, o Templo de Jerusalém.

A menorá, um candelabro de sete braços, era uma peça central no Segundo Templo de Jerusalém. Os romanos destruíram o Templo e a levaram, como espólio de guerra. Isso está representado no Arco do Triunfo de Tito, em Roma, erguido em comemoração às vitórias dele, entre elas, o cerco de Jerusalém no ano 70 DC. A imagem acima se tornou o símbolo da Diáspora judaica – a menorá esculpida no monumento é visível até os dias de hoje.

Após a destruição do Templo, a menorá se tornou um símbolo do judaísmo, ligado tanto à fé como ao sentimento nacionalista, e passou a aparecer em uma variedade de objetos, tais como mosaicos e elementos arquitetônicos.

A menorá tem sete braços. O braço é o membro que conecta o mundo material com o mundo espiritual. Para transformar pensamentos e ideias, devemos agir, e os membros que mais atuam em nosso corpo são os braços e as mãos. Assim, o braço é a ligação entre o nosso “eu interior” e o “eu exterior”.

Os sete braços representam os sete dias da semana; em cada dia, é acesa uma vela. Assim, a menorá simboliza levar uma vida iluminada durante todos os dias. São iluminados nossos atos e escolhas, pois a luz nos faz avaliar as coisas de forma objetiva e precisa.

O período do ano em que temos mais chance de reavaliar nossa vida é justamente o mês de Tishrei, o mês da balança (daí surgiu um dos signos do zodíaco). É o momento em que temos a oportunidade de colocar o intelecto acima dos sentimentos, de alcançar o equilíbrio e, assim, montar os alicerces da vida com os valores corretos.

Em Tishrei, que é o mês de Rosh Hashaná, da mesma forma que pedimos perdão a D’us, perdoamos e pedimos perdão aos outros. Não estamos nesse mundo somente para iluminarmos nossas vidas: existe uma responsabilidade coletiva. “Nações caminharão para a tua luz, e reis para o resplendor da tua aurora” (Isaías – 60:3).

Em 14 de maio de 1948, quando as rádios anunciaram a fundação de Israel, os judeus de Roma vieram de todas as partes da cidade para o Arco de Tito. Riram, gritaram, choraram, fizeram muito barulho.